{"id":14412,"date":"2021-07-08T15:00:38","date_gmt":"2021-07-08T15:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/?post_type=artigos&#038;p=14412"},"modified":"2025-06-16T02:06:24","modified_gmt":"2025-06-16T02:06:24","slug":"como-a-sociologia-pode-ampliar-o-que-conhecemos-por-mudancas-climaticas2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/en\/como-a-sociologia-pode-ampliar-o-que-conhecemos-por-mudancas-climaticas2\/","title":{"rendered":"Como a sociologia pode ampliar o que conhecemos por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"14412\" class=\"elementor elementor-14412\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-70a5cee0 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"70a5cee0\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7b8c5c3b\" data-id=\"7b8c5c3b\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-50455b9e elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"50455b9e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Como a sociologia pode ampliar o que conhecemos por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e0384bf elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"e0384bf\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-318b54eb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"318b54eb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"color: #aaaaaa;\">08 de julho de 2021 | Tempo de leitura: 7 minutos<\/p><p style=\"color: #aaaaaa;\"><i>Por Aline Radaelli<\/i><\/p><p class=\"has-drop-cap\">T<span style=\"font-weight: 400;\">s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas registradas nas \u00faltimas d\u00e9cadas s\u00e3o uma realidade ineg\u00e1vel e tem ganhado escalas de frequ\u00eancia e intensidade. Uma de suas express\u00f5es \u00e9 o aumento de temperatura m\u00e9dia global, evidenciada em<a href=\"https:\/\/showyourstripes.info\/\"> s\u00e9ries hist\u00f3ricas<\/a>\u00a0ou por pesquisas de opini\u00e3o sobre a percep\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es por <a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/analises\/como-nos-brasileiros-percebemos-as-mudancas-climaticas\">parte do p\u00fablico <\/a>. No esfor\u00e7o de chamar aten\u00e7\u00e3o para este acontecimento, diferentes nomenclaturas podem ser acionadas: muta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, crise clim\u00e1tica, altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica ou mesmo emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Quaisquer que sejam os nomes dados a este processo, ele definitivamente n\u00e3o \u00e9 uma \u201ccrise\u201d, como bem nos alerta o antrop\u00f3logo Bruno Latour: \u201ccrise\u201d \u00e9 um termo que deixa subentendido que passaremos por ela, de que seria uma fase super\u00e1vel e moment\u00e2nea; quando, na verdade, estamos caminhando de fato para uma mudan\u00e7a de todos os processos bioqu\u00edmicos da Terra, muitos deles irrevers\u00edveis e, portanto, modificados. <\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 H\u00e1 quem afirme que ultrapassamos a margem de toler\u00e2ncia do equil\u00edbrio ecossist\u00eamico e j\u00e1 deixamos bem para tr\u00e1s seu ponto de retorno, mas h\u00e1 tamb\u00e9m quem visualiza ainda ser poss\u00edvel evitar sua escalada, contanto apostemos desde j\u00e1, e com maior urg\u00eancia poss\u00edvel, em transforma\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas. Se chegamos no \u201ctempo das cat\u00e1strofes\u201d, como o t\u00edtulo do livro da fil\u00f3sofa Isabelle Stengers sugere, isso se deu essencialmente por obra nossa &#8211; humanidade &#8211; e pelo tipo de sociedade moderna que preferimos preconizar. <\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Um dos termos utilizados para, digamos, nos responsabilizar pelas marcas que imprimimos e seguimos imprimindo na Terra \u00e9 o Antropoceno, uma nova era geol\u00f3gica caracterizada por ser a era da perturba\u00e7\u00e3o humana, segundo a antrop\u00f3loga Anna Tsing, no sentido de ser a causadora de dist\u00farbios e <a href=\"https:\/\/feralatlas.org\/\">altera\u00e7\u00f5es de ecossistemas<\/a>. <\/span><\/p><blockquote><p><strong><span style=\"color: #003300;\">Para o intelectual e lideran\u00e7a ind\u00edgena Ailton Krenak, a marca mais profunda do Antropoceno \u00e9 \u201cnosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade\u201d. Fixa e homog\u00eanea, como se de fato f\u00f4ssemos uma \u00fanica humanidade em busca de uma \u00fanica paisagem de moderniza\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e crescimento.<\/span> <\/strong><\/p><\/blockquote><p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ent\u00e3o, embora o termo Antropoceno possa receber cr\u00edticas ao nos remeter a uma ideia un\u00edssona de humanidade, como se todos da esp\u00e9cie humana tivesse o mesmo equivalente de responsabilidade na cilada ambiental que nos encontramos, \u00e9 preciso questionar de que humanidade estamos falando, sendo que h\u00e1 m\u00faltiplas formas de existir.<br \/>No interior dessa multiplicidade de atores e exist\u00eancias, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ser coisas diferentes. Assim como podem produzir ou mobilizar diferentes objetos, oriundos de diferentes pr\u00e1ticas e viv\u00eancias, e a partir disso serem experenciadas e sentidas de maneira diferente. \u00c9 o que minha pesquisa em andamento procura investigar em interlocu\u00e7\u00e3o com comunidades ribeirinhas do Amazonas, especialmente em per\u00edodos de estiagem dos rios.<\/p><p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A partir de uma pesquisa de campo explorat\u00f3ria realizada com interlocutores de cinco comunidades diferentes (no in\u00edcio de 2020, antes da pandemia), trago elementos que exemplificam: pr\u00e1ticas como modificar os hor\u00e1rios de trabalho na ro\u00e7a uma vez que \u201co sol est\u00e1 mais quente\u201d traz a efeito as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na forma como s\u00e3o sentidas e elaboradas. Ou mesmo observar e medir a \u201caltura que o aru\u00e1 deposita seus ovos no tronco de uma \u00e1rvore\u201d e o que isso diz a respeito da intensidade da cheia dos rios naquela esta\u00e7\u00e3o. Ou ent\u00e3o observar a intensidade da \u201cfor\u00e7a do repiquete\u201d e de que maneira isso informa sobre a intensidade da vazante do rio. Esta intensidade da vazante do rio tamb\u00e9m pode ser observada pelas pr\u00e1ticas de deslocamento (rebocamento) de casas em uma comunidade flutuante, j\u00e1 que, segundo uma interlocutora de flutuante, \u201cminha casa \u00e9 como peixe: se ficar na terra, morre\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a786dc9 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"5a786dc9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1a8d63d9 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"1a8d63d9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"809\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-768x809.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-3792\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-768x809.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-285x300.jpg 285w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-972x1024.jpg 972w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-1459x1536.jpg 1459w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-1945x2048.jpg 1945w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-11x12.jpg 11w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-830x874.jpg 830w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-230x242.jpg 230w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-350x369.jpg 350w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-480x505.jpg 480w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-34x36.jpg 34w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto1-46x48.jpg 46w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4c4705a4 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"4c4705a4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ff4fa elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ff4fa\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\">Figura 1. Um dos acessos da comunidade S\u00e3o Francisco da Costa da Terra Nova, munic\u00edpio de Careiro da V\u00e1rzea, Amazonas. No centro da foto ao fundo, o rio Amazonas. As marcas nos troncos das \u00e1rvores que os deixam bicolores s\u00e3o os n\u00edveis normais da \u00faltima cheia. Foto: Aline Radaelli, mar\u00e7o\/2020.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5aec8c50 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"5aec8c50\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5b450499 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5b450499\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><p>\u00a0<strong><span style=\"color: #003300;\">Medidas globais como \u201cpartes por milh\u00e3o\u201d, gigatoneladas de CO2 na atmosfera ou Watt\/m\u00b2 de radia\u00e7\u00e3o solar s\u00e3o formas de trazer \u00e0 exist\u00eancia ou traduzir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por\u00e9m, localmente, de que constituem essas medidas? Talvez elas pouco dizem para a\u00e7\u00f5es locais ou pol\u00edticas p\u00fablicas de mitiga\u00e7\u00e3o ou adapta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote><p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Se queremos agir com certa urg\u00eancia para \u201cadiar o fim do mundo\u201d, nossa tarefa basilar \u00e9 entender e abarcar os m\u00faltiplos conhecimentos e efeitos que as express\u00f5es locais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas reverberam.<\/p><p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Para tanto, as ci\u00eancias sociais, e sua cada vez mais necess\u00e1ria inser\u00e7\u00e3o na tem\u00e1tica, t\u00eam sido relevantes para a amplia\u00e7\u00e3o da nossa capacidade de compreender e agir diante dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sobretudo considerando os estudos etnogr\u00e1ficos que trazem elementos outros a partir dos m\u00faltiplos conhecimentos tradicionais e ind\u00edgenas, adensando o conhecimento clim\u00e1tico por um lado e, por outro, debatendo os limites dos termos aplicados acriticamente \u00e0s pol\u00edticas clim\u00e1ticas. Exemplo disto \u00e9 o pr\u00f3prio esfor\u00e7o descritivo que as \u00faltimas pesquisas realizaram sobre pr\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es de atores, buscando promover um maior entendimento das diferentes express\u00f5es do que sejam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e como essa realidade \u00e9 constitu\u00edda e enfrentada, sobretudo para comunidades ribeirinhas da Amaz\u00f4nia. Assim estaremos um pouco mais pr\u00f3ximos de formular sa\u00eddas que favore\u00e7am nossa exist\u00eancia tanto quanto a de demais esp\u00e9cies.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-49b20c78 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"49b20c78\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-703c884b elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"703c884b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"558\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-768x558.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-3791\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-768x558.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-300x218.jpg 300w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-1024x744.jpg 1024w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-1536x1116.jpg 1536w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-2048x1488.jpg 2048w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-16x12.jpg 16w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-830x603.jpg 830w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-550x400.jpg 550w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-230x167.jpg 230w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-350x254.jpg 350w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-480x349.jpg 480w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-36x26.jpg 36w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto2-48x35.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-18b98a42 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"18b98a42\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-43609416 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"43609416\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\">Figura 2. Uma das casas flutuantes da comunidade do Catal\u00e3o, munic\u00edpio de Iranduba, Amazonas. A comunidade fica na regi\u00e3o de conflu\u00eancia entre os rios Negro e Solim\u00f5es. Foto: Aline Radaelli, mar\u00e7o\/2020.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6281004 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"6281004\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4fb35e62 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"4fb35e62\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d6ae6ef elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d6ae6ef\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Science is done collaboratively<\/strong><\/p><p>Minha pesquisa acontece no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia da UFRGS, com aux\u00edlio financeiro de bolsa da CAPES, e integra o componente socioambiental do <a href=\"https:\/\/amazonface.inpa.gov.br\/\">Programa AmazonFACE<\/a>. O AmazonFACE surge como proposta de pesquisa em longo prazo para avaliar os efeitos do aumento de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2) na floresta Amaz\u00f4nica a partir da tecnologia \u201cFree Air CO2 Enrichment\u201d &#8211; FACE. Esta tecnologia \u00e9 caracter\u00edstica principal do projeto &#8211; raz\u00e3o pela qual d\u00e1 nome ao programa -, operacionalizada a partir de uma megaestrutura de experimento de campo (em uma localidade pr\u00f3xima \u00e0 Manaus, Amazonas). A estrutura foi montada com vistas a expor parcelas prim\u00e1rias da floresta Amaz\u00f4nica a uma concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico prevista nas proje\u00e7\u00f5es das mudan\u00e7as do clima. E ent\u00e3o, analisar como o ecossistema reage, tanto em n\u00edvel supra solo, como em parcelas do subsolo, onde h\u00e1 importantes ecossistemas de fungos e bact\u00e9rias essenciais para a sa\u00fade das \u00e1rvores. O objetivo do programa \u00e9 entender \u201ccomo as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetar\u00e3o a floresta Amaz\u00f4nica, a biodiversidade que abriga e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que ela fornece \u00e0 humanidade\u201d.<\/p><p><strong>Want to know more? Access the links below!<\/strong><\/p><p>Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2019 (<a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/5727070\/mod_resource\/content\/1\/ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo-1-34.pdf\">Link<\/a>).<\/p><p>Anna Tsing. Viver nas ru\u00ednas: paisagens multiesp\u00e9cies no Antropoceno. Bras\u00edlia: IEB\/Mil Folhas, 2019. (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ybEtZG\">Link<\/a>).<\/p><p>David Lapola et al. Limiting the high impacts of Amazon forest dieback with noregrets Science and policy action. PNAS, 2018. (<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/cgi\/doi\/10.1073\/pnas.1721770115\">Link<\/a>).<\/p><p>J\u00falia Menin. \u201cA natureza se move e a gente se move junto\u201d: pr\u00e1ticas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em comunidades ribeirinhas da Amaz\u00f4nia. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia, 2021. (no prelo)<\/p><p>Lorena C\u00e2ndido Fleury; Jean Carlos Hochsprung Miguel; Renzo Taddei. Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ci\u00eancia e sociedade. Sociologias, v. 21, n. 51, p. 18-42, 2019. (<a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/sociologias\/article\/view\/95441\">Link<\/a>).<\/p><p>Isabelle Stengers. No tempo das cat\u00e1strofes: resistir \u00e0 barb\u00e1rie que se aproxima. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2015. (<a href=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/ricardobasbaum\/wp-content\/uploads\/sites\/164\/2020\/05\/Stengers_No_tempo_das_catastrofes_.pdf\">acesse aqui)<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4e3510a8 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"4e3510a8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-528d8cf8 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"528d8cf8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"286\" height=\"300\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-286x300.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-3793\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-286x300.jpg 286w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-11x12.jpg 11w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-230x241.jpg 230w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-350x367.jpg 350w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-34x36.jpg 34w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz-46x48.jpg 46w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/perfil-conexamaz.jpg 471w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7dc9c93b elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"7dc9c93b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4a738367 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4a738367\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Aline Radaelli \u00e9 graduada em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Universidade de S\u00e3o Paulo (ESALQ-USP) e mestra em Sociologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente \u00e9 doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). \u00c9 integrante do grupo de pesquisa Tecnologia, Ambiente e Sociedade &#8211; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/\">TEMAS-UFRGS <\/a>e da equipe de editoria da <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/contraponto\">Revista Contraponto<\/a>, revista discente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia da UFRGS.<\/p><p style=\"text-align: center;\">More information on <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1165107196250370\">Lattes platform<\/a> ou contate por e-mail: alineradaelli@gmail.com\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ec1262d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ec1262d\" data-element_type=\"section\" 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Voltar<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fd41635 elementor-widget elementor-widget-html\" data-id=\"fd41635\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<script type=\"text\/javascript\">\r\n\r\njQuery(document).ready(function() {\r\n    jQuery('#wph-back-button').on('click', function() {\r\n      window.history.go(-1);\r\n      return false;\r\n    });\r\n});\r\n\r\n<\/script>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Aline Radaelli | As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas registradas nas \u00faltimas d\u00e9cadas s\u00e3o uma realidade 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