{"id":14744,"date":"2025-03-21T10:15:33","date_gmt":"2025-03-21T10:15:33","guid":{"rendered":"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/?p=14744"},"modified":"2025-07-08T03:25:25","modified_gmt":"2025-07-08T03:25:25","slug":"a-nuvem-que-nos-perseguia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/en\/a-nuvem-que-nos-perseguia\/","title":{"rendered":"A nuvem que nos perseguia"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"14744\" class=\"elementor elementor-14744\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-337b4b44 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"337b4b44\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element 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data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A nuvem que nos perseguia<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d18400d elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"7d18400d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7e981a21 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7e981a21\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"color: #aaaaaa;\">21 de mar\u00e7o de 2025 | Tempo de leitura: 5 minutos<\/p><p style=\"color: #aaaaaa;\"><i>Por Bianca Darski-Silva<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7842e24 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7842e24\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-1-bianca-darski-768x576.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-14746\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-1-bianca-darski-768x576.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-1-bianca-darski-300x225.jpg 300w, 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#808080;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s margens do Rio Madeira, o barco Veloz sob a nuvem. Foto: Bianca Darski<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2b0ea774 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"2b0ea774\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-306b0ba2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"306b0ba2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Quando escrevemos um projeto para realizar uma pesquisa cient\u00edfica, temos que abstrair certas coisas que podem acontecer se o projeto for aprovado. Pesquisas que demandam trabalho em campo, por exemplo, s\u00e3o recheadas por hist\u00f3rias de situa\u00e7\u00f5es completamente inesperadas. No mundo da ci\u00eancia, quem gosta de fazer trabalho de campo, assume uma s\u00e9rie de riscos sem fim. N\u00e3o se trata de n\u00e3o pensar sobre os riscos, mas de ter coragem, criatividade e flexibilidade para lidar com o cen\u00e1rio que vamos encontrar. No meu caso, foi uma nuvem.<\/p><p>Durante muito tempo em minha carreira, realizei trabalho de campo em florestas, fazendo trilha, subindo e descendo morros e pirambeiras, no sol, na chuva, a p\u00e9, de carro, de barco, passando por pontes improvisadas, atolando os p\u00e9s na \u00e1gua e na lama. Tudo para poder ver e ouvir as aves na Mata Atl\u00e2ntica e na Amaz\u00f4nia. Estes <a href=\"https:\/\/portalamazonia.com\/amazonia\/portal-amazonia-responde-qual-a-diferenca-entre-a-amazonia-e-a-mata-atlantica\/\">dois biomas s\u00e3o conhecidos<\/a> por suas chuvas intensas e elevada umidade. E \u00e9 principalmente a quantidade de \u00e1gua presente nestas florestas que as torna t\u00e3o diversas, sobretudo em esp\u00e9cies de aves.<\/p><p>Em 2011, fiz parte de uma expedi\u00e7\u00e3o de campo no Rio Madeira, juntamente com uma equipe de pesquisadores e t\u00e9cnicos do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi e Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia. Nosso objetivo era catalogar esp\u00e9cies de aves, plantas, formigas, peixes e solos \u00e0s margens (nas v\u00e1rzeas) do Rio Madeira. Para isso, percorremos cerca de 800 km em um barco ao longo de 40 dias. Nosso ponto de partida foi a cidade de Porto Velho (RO) e navegamos at\u00e9 a foz do Rio Madeira, no encontro com o Rio Amazonas. Paramos em 16 locais, sendo dois dias em cada local para fazer o trabalho de campo. Para a pesquisa sobre as aves, usamos dois m\u00e9todos: censo e captura. No censo, anota-se todas as esp\u00e9cies que s\u00e3o observadas em um dado local e a identifica\u00e7\u00e3o pode ser tanto visual, quanto sonora. Para a captura, utilizamos armadilhas chamadas de rede de neblina, que \u00e9 um m\u00e9todo semelhante \u00e0 pesca com rede ou malhadeira. Escolhemos ir nos meses de agosto e setembro porque \u00e9 o per\u00edodo do ano em que as chuvas s\u00e3o escassas na regi\u00e3o. Mas, como dizem, \u201c<em>no inverno amaz\u00f4nico chove o dia todo, j\u00e1 no ver\u00e3o chove todo dia<\/em>\u201d.<\/p><p>Logo no in\u00edcio dos trabalhos, tivemos uma vis\u00e3o surpreendente de uma nuvem movendo-se no mesmo sentido que o nosso barco. T\u00e3o logo armamos as armadilhas de captura de aves, caiu um tor\u00f3. Chuva forte, daquelas de \u201cpingo de um litro\u201d. Na hora, o jeito foi correr para fechar as redes e eventualmente tirar o que tivesse ca\u00eddo na armadilha, podendo ser aves, insetos, mas tamb\u00e9m folhas e peda\u00e7os de galhos. Tudo isso no meio de um temporal. A chuva costuma ser r\u00e1pida durante o ver\u00e3o amaz\u00f4nico, mas tamb\u00e9m pode ser volumosa e com ventos fortes. Em menos de uma hora depois parecia que nada havia acontecido. C\u00e9u azul e sol. Com as armadilhas novamente abertas, diversos passarinhos e outras aves acabaram caindo nas redes. Pensei: \u201cvaleu a pena a chuvarada\u201d.<\/p><p>No caminho do pr\u00f3ximo local onde ir\u00edamos realizar o trabalho, mais uma vez estava l\u00e1 a nuvem. E o cen\u00e1rio se repetiu de forma parecida, tudo muito r\u00e1pido, quase no mesmo hor\u00e1rio: redes armadas, vento e chuva forte, corrida para fechar as redes, corrida para abrir, redes cheias de passarinhos, insetos, galhos e folhas. A rede de neblina precisa ser o mais invis\u00edvel poss\u00edvel para que uma ave seja capturada. Por isso, \u00e9 importante tirar todas as folhas e galhos que ficam presos. Isso \u00e9 importante tamb\u00e9m para facilitar o processo de abrir e fechar as redes, pois os n\u00f3s se criam com facilidade. Ou seja, um vento e\/ou chuva forte no meio da mata gera um processo trabalhoso. E isso se repetiu ao longo de alguns dias.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7d0c2dd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7d0c2dd\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-5537bc4\" data-id=\"5537bc4\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-58ad14d1 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"58ad14d1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-768x576.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-14747\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-768x576.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-300x225.jpg 300w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-2-1-bianca-darski-16x12.jpg 16w, 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class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400; color: #808080;\">\u00c0 esquerda, armadilha de captura de aves chamada de rede de neblina. \u00c0 direita, o processo de retirada de uma ave capturada na armadilha. Fotos: Bianca Darski \/ Luis Fernando Nascimento\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5e14f193 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"5e14f193\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-20973780 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"20973780\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Quem trabalha com captura de aves sabe que, \u00e0s vezes, nos deparamos com indiv\u00edduos que t\u00eam garras e bicos afiados. Durante o trabalho no Rio Madeira, encontramos com frequ\u00eancia uma ave bastante desafiadora para manipular em uma armadilha de rede de neblina: a <a href=\"https:\/\/www.wikiaves.com.br\/wiki\/mae-de-taoca\">m\u00e3e-de-taoca (<\/a><a href=\"https:\/\/www.wikiaves.com.br\/wiki\/mae-de-taoca\"><em>Phlegopsis nigromaculata<\/em><\/a><a href=\"https:\/\/www.wikiaves.com.br\/wiki\/mae-de-taoca\">)<\/a>. Dentre as caracter\u00edsticas desta esp\u00e9cie, est\u00e1 o h\u00e1bito dos indiv\u00edduos andarem em grupos ou em pares, geralmente pr\u00f3ximos ao ch\u00e3o da floresta, al\u00e9m da presen\u00e7a de pernas fortes, unhas e bico afiados. As pernas fortes, provavelmente, s\u00e3o importantes no seu papel de seguidoras de <a href=\"https:\/\/www.revistauru.com\/post\/taocas-as-incr%C3%ADveis-formigas-correicao\">formigas-de-correi\u00e7\u00e3o<\/a> (tamb\u00e9m chamadas de taocas), pois a m\u00e3e-de-taoca se alimenta destas formigas que andam juntas em milhares de indiv\u00edduos. Possivelmente, logo ap\u00f3s a chuva, as formigas tamb\u00e9m estavam mais ativas, o que deve ter alertado grupos de m\u00e3e-de-taocas. O resultado desta combina\u00e7\u00e3o foram v\u00e1rios dias com as marcas de unhadas e bicadas nas m\u00e3os.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-64aff1af elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"64aff1af\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-461105d1 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"461105d1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-768x576.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-14749\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-768x576.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-300x225.jpg 300w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-16x12.jpg 16w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-1000x750.jpg 1000w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-230x173.jpg 230w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-350x263.jpg 350w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-480x360.jpg 480w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-36x27.jpg 36w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-3-phlegopsis-nigromaculata-bianca-darski-48x36.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-152a813a elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"152a813a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6d5aee80 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6d5aee80\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Indiv\u00edduo de m\u00e3e-de-taoca (Phlegopsis nigromaculata) capturado pelo m\u00e9todo de rede de neblina nas v\u00e1rzeas do Rio Madeira. Foto: Bianca Darski<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2f2ab17f elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"2f2ab17f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-223b9d0e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"223b9d0e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A chuva \u00e9 um elemento importante quando decidimos fazer um trabalho de pesquisa sobre aves (e certamente isso se aplica a outros grupos de animais). Isso porque os \u201cpenudos\u201d ficam mais quietos e parados quando est\u00e1 chovendo. Desse modo, a detec\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies pelo pesquisador em campo fica comprometida, seja pelo canto, visualiza\u00e7\u00e3o ou captura das aves. O hor\u00e1rio que decidimos ir a campo tamb\u00e9m \u00e9 fundamental, porque estes animais t\u00eam hora para come\u00e7ar a cantoria. Se voc\u00ea perder a hora de maior atividade, por exemplo, no in\u00edcio da manh\u00e3 e no fim da tarde, infelizmente n\u00e3o far\u00e1 uma boa amostragem sobre as aves do local. H\u00e1 outros fatores que influenciam, como o barulho que voc\u00ea faz ao entrar na floresta, as cores das roupas que voc\u00ea usa e os equipamentos que voc\u00ea tem \u00e0 m\u00e3o, por exemplo, gravador e bin\u00f3culos. De certo modo, alguns fatores s\u00e3o control\u00e1veis, mas a chuva \u00e9 algo que realmente acaba com a brincadeira.\u00a0<\/p><p>Por outro lado, logo ap\u00f3s a chuva passar, especialmente quando o sol aparece, as aves e outros animais se movimentam mais. Isso pode ocorrer no meio da manh\u00e3, ou seja, fora do hor\u00e1rio que consideramos \u201c\u00f3timo\u201d. E pode ter sido justamente essa conjun\u00e7\u00e3o de fatores que intensificou a captura de aves nas redes. N\u00e3o havia muito tempo para esperarmos a condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica ideal. T\u00ednhamos que executar o trabalho em dois dias e logo depois navegar at\u00e9 o pr\u00f3ximo ponto. Ao chegar em cada local, ouv\u00edamos dos moradores da beira: \u201cFaz tempo que n\u00e3o chove. Essa nuvem parece estar acompanhando voc\u00eas\u201d. No total, entre as aves capturadas, vistas e ouvidas, <a href=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/en\/aves-das-varzeas_amazonicas\/\">registramos mais de 400 esp\u00e9cies<\/a>. Bendita nuvem.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a616472 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"5a616472\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-74bc3230 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"74bc3230\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-768x576.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-14750\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-768x576.jpg 768w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-300x225.jpg 300w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-16x12.jpg 16w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-1000x750.jpg 1000w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-230x173.jpg 230w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-350x263.jpg 350w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-480x360.jpg 480w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-36x27.jpg 36w, https:\/\/conexoesamazonicas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/figura-4-bianca-darski-48x36.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7f32181b elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"7f32181b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f03f54b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f03f54b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400; color: #808080;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A chuva seguida do sol tamb\u00e9m proporcionou momentos com arco-\u00edris \u00e0s margens do Rio Madeira. Foto: Bianca Darski<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1ee2c35d elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"1ee2c35d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2a014abe elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2a014abe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Bianca Darski-Silva \u2013 analista de pesquisa e desenvolvimento em populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o do Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1. \u00c9 bi\u00f3loga, mestre em zoologia pelo Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi e doutora em ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. \u00c9 co-fundadora da Rede Conex\u00f5es Amaz\u00f4nicas e entusiasta de uma ci\u00eancia colaborativa e inclusiva. Atualmente se dedica a atividades de comunica\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o para promo\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais e igualdade socioambiental na Amaz\u00f4nia.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4798afa1 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"4798afa1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-43da3d96 elementor-widget-divider--view-line elementor-widget elementor-widget-divider\" data-id=\"43da3d96\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div 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